BANCO CENTRAL APONTA DESACELERAÇÃO DA ECONOMIA NO BRASIL.
O índice de Atividade Econômica Regional medido nas 5 regiões brasileiras mostra que apenas no Norte a atividade econômica manteve a taxa de expansão. Nas outras 4, a economia cresceu, mas mais devagar.
A economia brasileira começa a dar os primeiros sinais de desaceleração de seu crescimento. A conclusão é do Banco Central (BC), que divulgou nesta quinta-feira (19) o Boletim Regional, publicação trimestral para apresentar as condições econômicas por regiões. Os resultados apontam diminuição no ritmo de expansão da demanda por produtos e serviços em quase todas as regiões do país.
Segundo o BC, também foi registrado crescimento pouco expressivo da produção nacional. O efeito atinge as regiões Sul, Sudeste, Centro-oeste e Nordeste do país. A única que mostrou resultados satisfatórios foi a região Norte, que apresentou “dinamismo expressivo no primeiro trimestre do ano, ressaltando-se a aceleração, na margem, do ritmo de expansão da indústria, estimulada pela robustez da demanda interna e pelo crescimento das exportações”.

 A desaceleração da economia seria resultado, principalmente, das sucessivas altas da taxa básica de juros, a Selic, e das medidas macroprudenciais de contenção do crédito, adotadas no final de 2010. Atualmente, a Selic está em 12% ao ano.

 Analisando o Índice de Atividade Econômica Regional – Norte (IBCR-N), calculado pelo BC, a instituição registrou aumento de 4,2% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, considerados dados dessazonalizados (ajustados para o período).
A Região Nordeste registrou desempenho negativo na indústria, menor expansão das vendas varejistas e eliminação de empregos formais. Com esse cenário, o IBCR-NE cresceu 0,5%, nessa mesma base de comparação.
De acordo com o BC, “o ritmo de crescimento da economia da Região Centro-Oeste vem apresentando arrefecimento no início de 2011, movimento associado, principalmente, ao desempenho negativo da indústria”. O IBCR-CO aumentou 0,6% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando cresceu 1,8%.
No Sudeste, como reflexo da manutenção no ritmo de expansão das vendas varejistas e o recuo na produção industrial, o IBCR-SE cresceu 0,9%.
Na Região Sul, houve retomada do crescimento industrial e impacto da evolução favorável dos indicadores do mercado de trabalho sobre o comércio varejista. O IBCR-S cresceu 1,3% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro.
Redação ÉPOCA, com Agência Brasil. LH

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