Haveria levante árabe sem o Facebook?
No dia 11 de fevereiro, quando Hosni Mubarak deixou o poder no Egito após 30 anos de ditadura, o funcionário do Google Wael Ghonim, que comandara a organização do primeiro protesto contra ele, em 25 de janeiro, deu uma entrevista para a CNN e agradeceu o dono do Facebook, Mark Zuckerberg.
Ghonim disse que, sem o Facebook, Mubarak jamais teria caído. Nesta quarta, Zuckerberg deixou claro que não concorda com Ghonim. Segundo ele, a primavera árabe foi motivada por algo maior que a rede social que criou: a internet.
Jerusalem Post conta:
      Falando no fórum e-G8 em Paris, Zuckerberg minimizou o papel do Facebook em lugares como Cairo, Homs e Túnis. “Não é uma coisa do Facebook, é uma coisa da internet”, disse ao ser questionado sobre os levantes no Oriente Médio.
      “Eu acho que o Facebook não foi necessário nem suficiente para qualquer dessas coisas acontecer”, disse. “Se não fosse o Facebook, seria alguma outra coisa”, disse o empresário de 27 anos.
Foto: Bob Edme/AP. Revista ÉPOCA.
José Antonio Lima

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