OPOSIÇÃO CRIA DUAS FRENTES DE ATAQUE A PALOCCI.
PSDB, DEM e P-SOL se uniram para cobrar investigações por parte do Ministério Público e da Procuradoria-Geral da República contra o minstro-chefe da Casa Civil. Antonio Palocci que multiplicou por 20 seu patrimônio em 4 anos
A oposição encaminhou nesta terça-feira (24) duas representações ao Ministério Público (MP) pedindo investigação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. PSDB, DEM e P-SOL apelam para que o MP investigue a denúncia de enriquecimento ilícito contra o ministro. A decisão foi tomada em uma reunião entre as principais lideranças na Câmara e no Senado.

     Os partidos opositores querem a apuração de denúncias sobre a destinação, por emenda ao Orçamento, em 2008, do então deputado Palocci (PT-SP), de R$ 250 mil à Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto, em São Paulo. A entidade beneficiada teria, na época, Heliana da Silva Palocci, cunhada do ministro, em sua vice-presidência.

    A outra frente de ataque será o pedido feito à Procuradoria-Geral da República para que investigue uma “operação financeira suspeita” na compra de um imóvel de empresa que estava sob investigação policial.
    Conforme as denúncias, a aquisição foi feita pela empresa Projeto Consultoria Financeira Econômica Ltda., de propriedade do ministro, e a transação, detectada pelo Conselho de Atividades Financeiras (Coafi), que encaminhou relatório à Polícia Federal.

    Desde que o caso veio à tona, a oposição vem apresentando diversos requerimentos e pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérita (CPI) para investigar o caso. O Planalto, por sua vez, faz de tudo para blindar o ministro.
    O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), afirmou porém que a oposição insistirá na abertura de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que permita a investigação das denúncias contra o ministro.

    Até mesmo alguns políticos da base aliada têm apoiado a oposição, em especial parlamentares do PDT e do PMDB. Entre os peemedebistas, Jarbas Vasconcelos (PE) é um dos que já assinou o requerimento. Vasconcelos é um sistemático opositor ao governo petista desde a administração de Lula.

    Para que se instaure a CPMI, 27 parlamentares devem assinar o apoio, número que a oposição espera alcançar por considerar que vários senadores estão “insatisfeitos” com o governo.

    Para Duarte Nogueira, a dificuldade está na coleta de assinaturas na Câmara dos Deputados. “Lá precisaremos de um trabalho mais intenso”. Ele disse, porém, a insatisfação da base com o governo e a discussão do Código Florestal e de outros projetos, “impostos de forma autoritária”, poderão ajudar a conseguir mais apoio entre os governistas.
Revista ÉPOCA online. LH. AE.

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