BRASILEIROS CURAM “NEURÔNIO DA ESQUIZOFRENIA” EM LABORATÓRIO.
Células da pele de pessoa com esquizofrenia se diferenciou em neurônio incapaz de processar o oxigênio corretamente.
Uma equipe de brasileiros liderada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiu recriar neurônios a partir de células da pele retiradas de um paciente com esquizofrenia e 'curá-los'.
O trabalho, descrito em um artigo já aceito para publicação no periódico científico especializado Cell Transplantation, fornece um modelo para estudos sobre a doença.
Célula capaz de se transformar (se diferenciar) em outra célula ou tecido especializado do corpo. Pode se replicar muitas vezes, diferente de outras células, como as do cérebro ou músculo.
Formada no blastocisto, aglomerado de células que forma o feto. Por ter o ‘objetivo’ de ajudar na criação e desenvolvimento de um novo organismo, pode se diferenciar em praticamente todos os tecidos do corpo.
Célula adulta especializada que foi reprogramada geneticamente para o estágio de célula-tronco embrionária. Pode se transformar em qualquer tecido do corpo.
Átomos ou grupos de átomos formados quando o oxigênio interage com moléculas específicas. Eles podem criar uma reação em cadeia e causar danos às células, levando-as à morte ou atrapalhando seu correto funcionamento.
Os pesquisadores retiraram células da pele da nuca de dois voluntários — um diagnosticado com esquizofrenia e o outro saudável —, 'forçaram' as células a retornar ao estágio de células-tronco embrionárias e depois as transformaram em neurônios.
Ao comparar as duas culturas, entretanto, perceberam que as células diferenciadas do paciente com esquizofrenia consumiam duas vezes mais oxigênio do que as obtidas a partir de células do paciente sem esquizofrenia, induzindo o acúmulo de radicais livres.
Tóxicos ao organismo quando em excesso. Ao administrar ácido valproico (um estabilizador de humor) nessas células 'esquizofrênicas', os pesquisadores conseguiram fazer com que elas retornassem aos níveis normais.
De acordo com o líder da pesquisa, Stevens Rehen, do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da UFRJ (Lance-UFRJ), é a primeira vez que um trabalho realizado totalmente no país modela uma doença humana. O grupo contou com a ajuda de pesquisadores de outras universidades, como a USP e UFRGS.
(Thinkstock Revista VEJA online. (Com Agência Estado).

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