Os falastrões petistas cada vez mais estão fazendo a alegria de uns poucos privilegiadíssimos das classes superiores em detrimento da realidade das classes baixas.
São os arautos de um paraíso de lama com santos de barro. Como sempre surpreendem em suas declarações bombásticas de um crescimento que se confirma apenas no número de casos de corrupção nos governos dos próprios ou de seus aliados.
Dentro desse esquemão de pintar o país verde e amarelo de cor de rosa, com uns salpicos de purpurina, vem aí o ministro Mercadante com mais um docinho para melar as bocarras dos mais abastecidos: o Brasil vai trocar livros didáticos por tablets.
O ministro brasileiro, se achando também no paraíso, ainda mais porque ainda não explodiu nenhuma corrupção na sua área, quer implantar a mudança, que já vem ocorrendo em Taiwan e Coréia do Sul.
Com seus delírios cor de rosa, o bigodudo enche a boca de inclusão digital para os estudantes, mas esquece de que não há escolas, não há alimentação digna, não há, pasme-se, ensino digno. No entanto, a garotada poderá esnobar como os orientais, que têm escola de primeiríssima qualidade.
Acorda, Mercadante! Os estudantes brasileiros estão entre os últimos colocados na classificação de ensino não por falta de tablets, mas por ignorância dos governos, que preferem atender às expansões empresariais do que ao desenvolvimento educacional.
Num passo à frente da realidade, Mercadante fala que o Brasil também pode ser como Taiwan, onde só há livros nas bibliotecas escolares e universitárias. Mas eles podem, porque o nível de ensino é muito elevado, o analfabetismo praticamente inexiste, o analfabetismo funcional também é praticamente nulo e não faltam as bibliotecas.
Onde, Mercadante, há bibliotecas escolares neste país cor de rosa de petistas? Há uma lei do "professor" Lula obrigando as escolas a implantarem acervos em até dez anos. Verdadeira piada de engana que eu gosto para deixar espaço aos berrantes Mercadantes, anunciando a famigerada inclusão digital num país de estudantes semianalfabetos, com merenda de péssima qualidade e na maior parte sofrendo como gado para chegar às escolas.
A declaração do ministro não é diferente da proferida por um insignificante prefeito de beira de estrada, que vai distribuir a partir de outubro 15 mil laptops para alunos e professores da rede municipal e criar uma rede de internet gratuita pela região.
A inclusão não passa de mais uma das promessas que enchem os olhos dos seus aguerridos comissionados, pagos a peso de ouro com o decreto 100 por cento. A globalização municipal passou a custar os olhos da cara e enche os bolsos da parentada e afilhados.
Agora ajuda a implementar a corrida da reeleição ou do continuísmo da marginalidade governamental. Mais um jorro de moedas do povo amealhadas pelos bandidos políticos e asseclas.
Mais uma vez se vê neste Brasil de maravilhas o desenvolvimento feito de boca, quando a realidade é de um país de terceiro mundo. Estamos de pé no chão, mas os governos arrotam a grandeza dos desenvolvidos para garantir sua eternidade nas privadas públicas. Ou seria a santificação do assalto político?
Luiz Gadelha # lgadelha2@gmail.com
Postado no Site: http://www.marica.com.br/territoriolivre.htm

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