PESSOAS IMPACIENTES TÊM MAIOR PROPENSÃO AO ENDIVIDAMENTO, DIZ ESTUDO.
Pesquisa americana mostra que as pessoas preferem usar o dinheiro para obter recompensas menores, mas imediatas, a esperar por prêmios maiores.
Dívidas:
Em troca de recompensas imediatas, pessoas impacientes deixam dívidas se acumular. Pessoas impacientes são mais propensas a contrair dívidas, de acordo com um estudo que será publicado na próxima edição da revista especializada Psychological Science.
O motivo, segundo a pesquisa, é que os impacientes preferem usar o dinheiro que ganham para alcançar resultados imediatos a economizar para pagar dívidas, como a da hipoteca imobiliária.
O estudo foi baseado na resposta de 437 moradores de Boston, nos EUA, todos de classe média ou média-baixa. Eles estavam declarando o imposto de renda com a ajuda de técnicos de um centro comunitário local e aceitaram responder um questionário no qual escolhiam entre recompensas menores, mas imediatas, ou maiores e mais demoradas.
A pesquisa foi realizada pelo Centro de Comportamento Econômico e Tomada de Decisões do Federal Reserve, o Banco Central Americano, em Boston. A instituição tenta entender as razões psicológicas que ajudaram a desencadear a crise da dívida imobiliária.
Quando os economistas compararam as respostas com a pontuação de crédito (baseada no histórico pessoal de pagamento de dívidas e empréstimos) de cada voluntário, perceberam que os que preferem recompensas imediatas possuem as menores pontuações.
Uma baixa pontuação normalmente indica problemas com crédito no passado. Um exemplo é o não pagamento da hipoteca imobiliária — calote que quase levou ao colapso o sistema econômico americano em 2008, iniciando uma crise que teve consequências no mundo inteiro.
"As pessoas acumulam dívidas e depois precisam decidir se usam o que ganham para pagar esses débitos ou para outra coisa", afirma o economista Stephan Meier, da Universidade de Columbia. "A impaciência leva ao não pagamento das contas", completa.
O economista admite que há outros motivos para a inadimplência, como a perda do emprego. "Mas há o calote estratégico, no qual as pessoas fazem uma análise de custo benefício disso", afirma. São pessoas que preferem aproveitar o dinheiro logo e lidar com as dívidas no futuro.
Revista VEJA online. (Jupiterimages)
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