Bancários rejeitam terceira proposta de reajuste e greve
continua.
A greve dos bancários por tempo indeterminado vai continuar
nesta quinta-feira (22) com o impasse nas negociações salariais entre
representantes dos trabalhadores e dos bancos.
A terceira proposta de reajuste, de 8,75%, feita pela Fenaban
(Federação Nacional dos Bancos) nesta quarta (21) foi rejeitada pelo comando
nacional dos bancários, que negocia em nome dos 512 mil bancários do país.
Uma nova tentativa de acordo para pôr fim ao movimento, que
completa 17 dias nesta quinta, deve ser feita na reunião prevista para esta
quinta, às 14h.
RAIO-X DA GREVE NO BANCOS
O QUE QUEREM
Reajuste de 16% (5,6% de aumento real)
O QUE OFERECEM OS BANCOS
8,75%% de reajuste
REAJUSTE MAIS RECENTE
2,02% acima da inflação, em 2014. Entre 2004 e 2014 o aumento
real foi de 20,07%
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região,
o reajuste de 8,75% não é suficiente porque não repõe a inflação acumulada nos
últimos 12 meses (pelo INPC, 9,88%) e representa perda salarial de 1,03%.
"A greve está forte e a expectativa dos bancários é por uma
proposta melhor", disse Juvandia Moreira, presidente do sindicato.
De acordo com a sindicalista, a paralisação atinge 745 locais de
trabalho —sendo 28 centros administrativos e 717 agências com adesão de 55 mil
trabalhadores. O sindicato representa 142 mil funcionários em São Paulo, Osasco
e região.
Os bancários não alteraram a pauta de reivindicação e pedem
reajuste de 16%, que inclui aumento real de 5,6%, além de outros benefícios.
A categoria recebeu aumento real de 20,07% no período entre 2004
e 2014. No ano passado, foram 2,02% acima da inflação.
Desde o dia 25 de setembro, os bancos apresentaram três
propostas. A primeira previa reajuste de 5,5%, com abono de R$ 2.500. Na
segunda oferta, feita dia 20, apresentaram correção de 7,5% aos salários, sem
abono. E nesta quarta (21), houve proposta de reajuste de 8,75% também sem
abono.
Em nota, a federação dos bancos afirmou que "apresentou
hoje para representações dos bancários uma nova proposta de reajuste, de 8,75%,
aplicáveis aos salários, benefícios e participação nos lucros, com o objetivo
de alcançar um acordo satisfatório a ambas as partes em negociação". A
entidade não divulga a adesão à greve.
CAMPANHA SALARIAL
Os bancários, com data-base em setembro, entregaram a pauta de
reivindicações no dia 11 de agosto.
Entre as principais reivindicações da campanha deste ano pedem
Reajuste Salarial de 16%, sendo 5,6% de aumento real, com
inflação de 9,88% (INPC)
Participação nos Lucros e Resultados no valor de três salários
mais R$ 7.246,82 fixos
Piso de acordo com salário mínimo do Dieese, de R$ 3.299,66
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no
valor do salário mínimo nacional (R$ 788).
14
SALÁRIO.
Fim das demissões, ampliação das contratações, combate às
terceirizações e à precarização das condições de trabalho.
Mais segurança nas agências bancárias.
Luiz Carlos
Murauskas/Folhapress. CLAUDIA ROLLI. DE SÃO PAULO.

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