Com 1,4 milhão de casos no Brasil, dengue bate recorde.
O número, de acordo com o ministério, é quase o triplo do
registrado no mesmo período do ano passado, quando 524 441 pessoas ficaram
doentes
Imagem do mosquito Aedes aegypti, mais conhecido como mosquito
da dengue Depois de registrar recorde de mortes por dengue no ano, o país acaba
de alcançar em 2015 também o maior número de casos notificados da doença desde
1990, quando as estatísticas começaram a ser monitoradas.
Segundo o mais recente boletim epidemiológico de dengue do
Ministério da Saúde, foram 1.463.776 casos prováveis da doença registrados de 4
de janeiro até 26 de setembro no Brasil.
O recorde
anterior, de 2013, era de 1.452.489 pessoas infectadas.
O número, de acordo com o ministério, é quase o triplo do
registrado no mesmo período do ano passado, quando 524 441 pessoas ficaram
doentes.
De acordo com o boletim, a alta de registros foi puxada pelo
Sudeste, que concentra 64% dos casos. Os quatro estados da região somaram 937
599 pessoas infectadas.
Em todo o Brasil, 18 estados registram nível epidêmico da
doença, ou seja, quando o número de casos por 100 000 habitantes é superior a
300.
Só estão fora dessa estatística Piauí, Roraima, Sergipe,
Maranhão, Amazonas, Rondônia, Pará, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Neste último, o clima frio atrapalha a reprodução do mosquito
Aedes aegypti e o índice de incidência da dengue é o menor: 14,5 casos por 100
000 habitantes.
Na outra ponta do ranking, de estados com as mais altas taxas de
incidência da doença, estão Goiás, com 2 120 casos por 100 000 habitantes, e
São Paulo, cujo mesmo índice chegou a 1 561.
Entre as capitais com as maiores taxas da doença estão
Fortaleza, Maceió, Salvador, Rio e Belo Horizonte.
Embora o pico da doença no ano já tenha passado - ele ocorre
geralmente entre os meses de abril e maio -, a tendência é que, com a volta das
altas temperaturas, o número de casos cresça.
Já estão em
tendência de alta o Acre, Roraima, Paraná e Santa Catarina.
Casos graves
Os casos graves de dengue e as mortes por complicações da doença
também aumentaram em relação ao ano passado.
Segundo o boletim, 1 350 pessoas desenvolveram a forma mais
severa da dengue até setembro. O número representa quase o dobro do registrado
no mesmo período do ano passado: 693 pessoas.
Nos nove primeiros meses do ano, 739 pessoas morreram de dengue
no país, número 75% maior do que o notificado no mesmo período de 2014.
O Ministério da Saúde afirma que fez, em dezembro de 2014,
repasse adicional de R$ 150 milhões para estados e municípios reforçarem as
ações de prevenção. Diz ainda ter feito visitas técnicas nos estados para
auxiliar nos planos de contingência contra a doença.
(com Estadão
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Revista VEJA
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