Primeiros cachorros surgiram há 15 mil anos na Ásia.
Maior estudo genético feito até o momento indica
que os cães foram domesticados na região que hoje seria o Nepal e a Mongólia.
A razão para o surgimento dos cães parece ter sido
uma estratégia evolutiva que deu certo: próximo aos homens, eles encontraram
alimento fácil e abrigo o que permitiu sua multiplicação.
Em algum lugar da Ásia Central, há
cerca de 15.000 anos, um lobo diferente surgiu. Mais manso, ele ajudaria os
homens a caçar, pastorear rebanhos, defender territórios e também lhes faria
companhia, dando origem aos quase 1 bilhão de cães atuais.
Publicado na última terça-feira (20),
no periódico Proceedings of the Nationa Academy of Sciences (Pnas),
o mais amplo estudo até o momento das origens dos cachorros modernos revela que
suas raízes não são apenas europeias - e podem ser mais antigas que o previsto.
Estimativas anteriores indicavam que
a domesticação dos cães teria acontecido há 11.000 anos, em algum lugar entre o
Oriente Médio, o Leste Asiático e a Europa.
Amigo do homem
A nova pesquisa, liderada pelos
cientistas Adam Boyko e Laura Shannon, da Universidade Cornell, nos Estados
Unidos, analisou o genoma de 4.392 cachorros de raça e 549 vira-latas
pertencentes de 38 países. Os resultados confirmaram que o lobo cinzento é o
ancestral de nossos cachorros, que começaram a viver entre os humanos na região
onde hoje é a Mongólia ou o Nepal.
"Encontramos fortes evidências
de que os cachorros foram domesticados na Ásia Central e depois se espalharam
para o Leste", escrevem os autores no estudo.
No entanto, os pesquisadores não são
categóricos ao afirmar que a origem asiática é a única. Os indícios do DNA
apontam para a Ásia, mas esse ancestral comum dos cães modernos pode ter
chegado até lá por meio de migrações.
A evolução dos cães apoiou-se em uma
estratégia certeira: próximo aos homens, eles encontraram alimento fácil e
abrigo, o que permitiu sua multiplicação.
Ao longo das gerações, as
características desses animais foram selecionadas pelos humanos até chegar aos
bichos de estimação atuais. Hoje, o número de cachorros supera o dos lobos, que
não deve passar de 10 milhões.
Os pesquisadores esperam que as
descobertas estimulem pesquisas genéticas mais profundas sobre a origem dos
cães, como análises em fósseis ou ossos caninos encontrados em sítios
arqueológicos.
Revista VEJA online.

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