Conheça os 8 maiores fatores de risco
para doenças.
Um conjunto de estudos recentemente publicado na revista científica The
Lancet apontou que embora as pessoas estejam vivendo mais, a qualidade de vida
decaiu.
O principal motivo para esse quadro é a adoção de hábitos pouco
saudáveis ao longo da vida e a convivência com doenças na velhice,
principalmente as crônicas.
Frente a esse cenário, a pesquisa listou os 8 maiores fatores de risco
para doenças. Observe que todos podem ser controlados ou evitados com medidas
simples e, por isso, cada vez mais, órgãos e profissionais de saúde têm
trabalhado para acabar com a mentalidade de que médicos só devem ser procurados
ao sinal de problemas.
"Para reduzir os gastos e melhorar a qualidade de vida da
população, nada melhor do que prevenção", afirma o pneumologista Ricardo
Luiz de Melo, do Hospital Universitário de Brasília. Confira a lista:
Hipertensão
"A hipertensão é uma doença silenciosa, ou seja, quando apresenta
sintomas já pode ter causado danos irreversíveis ao organismo", aponta o
clínico geral Claudio Miguel Rufino, da Escola Paulista de Medicina da Unifesp.
Segundo ele, o trabalho dos vasos sanguíneos sob pressão anormal
favorece uma série de complicações que podem culminar em infarto, AVC ou até
óbito.
Por isso, recomenda-se medir a pressão arterial uma vez por ano ou com
maior frequência, quando há casos de pessoas com a doença na família.
Dieta equilibrada e prática regular de exercícios também são medidas
eficazes para controle e prevenção da hipertensão.
TABAGISMO
Segundo o pneumologista Ricardo, é normal as pessoas associarem o
tabagismo apenas ao câncer de pulmão, mas esta não é a única consequência
decorrente do hábito de fumar.
"Câncer de boca, câncer de bexiga, câncer de útero, infarto, bronquite,
AVC e inúmeras outras doenças estão ligadas ao cigarro", aponta. Assim,
quanto antes o hábito for interrompido, maior a chance de melhorar a qualidade
de vida.
Vale lembrar ainda que os benefícios do abandono do vício não são
refletidos somente no futuro. "É possível notar a melhora do gosto dos
alimentos e uma maior resistência respiratória logo nos primeiros dias sem
cigarro", conta.
ALCOOLISMO
O alcoolismo costuma ter como principal órgão alvo o fígado, causando
cirrose. Entretanto, a ingestão exagerada pode gerar problemas como gastrite e
até quadros psiquiátricos.
A dependência não está relacionada somente com a frequência com que um
indivíduo consome bebidas alcoólicas, mas também com a quantidade.
Assim, mesmo bebendo uma vez por semana, uma pessoa pode ser considerada
vítima da doença caso não tenha qualquer parâmetro de moderação.
De acordo com o clínico-geral Claudio, por ser socialmente aceito, o
consumo de álcool começa a ser incentivado pela família ainda na infância.
POLUIÇÃO DENTRO DE CASA
É impossível eliminar todos os agentes desencadeadores de problemas
respiratórios, como a rinite alérgica, em uma cidade urbanizada, por isso,
devemos, pelo menos, manter a limpeza do lar em dia.
"A poluição externa também se deposita dentro de casa e nós mesmos
somos responsáveis pelo acúmulo de pó, ácaros e pelos, alguns dos principais
vilões quando o assunto é saúde respiratória", explica o pneumologista
Ricardo.
Assim, além da higiene dos móveis, objetos e do chão, recomenda-se
trocar as roupas de cama regularmente.
BAIXO CONSUMO DE FRUTAS
"Frutas são alimentos naturais facilmente digeridos e fonte de
vitaminas e minerais fundamentais para o organismo", afirma o
clínico-geral Alfredo Salim Helito, do Hospital Sírio-Libanês.
De acordo com o especialista, quem consome poucas frutas tende a dar
espaço para alimentos pouco saudáveis, industrializados e gordurosos. Com o
tempo, a má alimentação pode não só favorecer problemas, como diabetes, como
ainda pode levar ao desenvolvimento de um câncer no tubo digestivo, como o
câncer de estômago ou o câncer de intestino.
Nutricionistas recomendam a ingestão de, no mínimo, três porções de
frutas diariamente.
OBESIDADE
Embora tenha influência genética, a obesidade também está ligada a hábitos
de vida e o número crescente de vítimas do problema mostra que cada vez mais
pessoas cultivam uma dieta desregrada e o sedentarismo.
"A doença é porta de entrada para problemas cardíacos, diabetes,
problemas articulares e insuficiência vascular", explica o clínico-geral
Claudio.
A prevenção, por sua vez, começa na infância, aprendendo a montar um
prato equilibrado e sabendo como fazer opções saudáveis mesmo fora de casa.
DIABETES
Há dois tipos de diabetes, aquele que surge logo na infância e não tem
causa conhecida (diabetes tipo 1) e aquele que costuma se desenvolver na idade
adulta e está diretamente ligado a hábitos de vida (diabetes tipo 2).
Enquanto o primeiro exige controle desde cedo, o segundo nem sempre é
descoberto precocemente. "Isso aumenta o risco de complicações, como
insuficiência renal, disfunção erétil, infarto, entre outros problemas, e
dificulta o controle da doença", explica o clínico-geral Alfredo.
Para se prevenir, nada como uma dieta com muitos vegetais e a prática
regular de exercícios.
BAIXO
PESO INFANTIL
"A desnutrição infantil acarreta uma série de dificuldades na vida
adulta, porque é nesta fase que nosso sistema imunológico e neurológico
amadurece", alerta o clínico-geral Alfredo.
Com as defesas do corpo debilitadas, o indivíduo fica mais suscetível a
contrair doenças infecciosas e com a cognição prejudicada, encontra dificuldade
de aprender e reter informações.
Vale lembrar que criança gordinha não é sinônimo de criança bem
alimentada. "Ela pode estar com deficiência de inúmeros nutrientes e,
ainda assim, apresentar um bom peso, caso sua dieta não seja equilibrada",
complementa.









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