De acordo com a Ceagesp, principais altas vieram da elevação nos
preços do mamão formosa, da couve-flor, do quiabo, do milho de pipoca e de
peixe betara.
De acordo com a Ceagesp, o excesso de chuvas e as altas
temperaturas trouxeram sérios problemas para a produção nesta época do ano.
O Índice de preços da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais
de São Paulo (Ceagesp) encerrou o mês de março com elevação de 10,39%, puxado
principalmente por frutas e verduras.
De acordo com a Companhia, o excesso de chuvas e as altas
temperaturas trouxeram sérios problemas para a produção nesta época do ano.
Não bastassem as chuvas ocorridas nas principais regiões Sul e
Sudeste, a seca e as altas temperaturas também prejudicaram algumas culturas,
como mamão no Espírito Santo, um dos principais Estados produtores.
Segundo a Ceagesp, "ao que tudo indica, os transtornos
causados pelas condições climáticas deverão perder força em abril. Alguns
legumes e verduras já apresentaram melhora durante a segunda quinzena de março.
Desta forma, aumento da oferta e melhora na qualidade deverá ser
a tendência para o próximo trimestre, contribuindo para a redução dos preços na
maioria dos setores."
No setor de frutas, principal responsável pela alta do índice em
março, as mais expressivas elevações vieram do mamão formosa (75,9%), do melão
amarelo (44,7%), da uva itália (42,5%) e do mamão papaia (40,8%).
Esses alimentos fizeram com que em março o setor de frutas
registrasse aumento de 13,53% no indicador.
Mas não foram apenas as frutas que apresentaram alta no último
mês. O setor de legumes registrou ligeira elevação de 0,29%, puxado pelo quiabo
(28,3%) e pela abóbora japonesa (23,8%).
O setor de verduras, por sua vez, subiu 16,26%, puxado pela
couve-flor (80,5%) e couve (62%). No setor de diversos, que subiu 5,41% em
março, o principal aumento veio do milho de pipoca (21,6%).
Já no setor de pescados, que registrou alta de 7,66%, a
principal elevação veio da betara (37,2%).
O volume comercializado na Ceagesp caiu 7,22% em março. Foram
comercializadas 277.997 toneladas ante 299.617 comercializadas em março de
2015.
Além dos problemas climáticos, a comercialização foi prejudicada
pela enchente ocorrida na sexta-feira, dia 11 de março, dia de grande
movimentação no entreposto. No acumulado do trimestre foram negociadas 809.206
toneladas em 2016 ante 846.613 o último ano, queda de 4,42%.
Revista VEJA
online. (Thinkstock/VEJA).

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