Confira a análise de como foi o mês de maio e o que
esperar de junho!
Maio termina com chuva acima da média
em boa parte do Brasil. Vale destacar o terceiro episódio de tempestade severa
registrada no Rio de Janeiro em 2019, onde o acumulado chegou a aproximadamente
115 milímetros em quatro dias, quando o normal seriam 70 milímetros durante
todo o mês de maio.
Além do Rio de Janeiro, choveu acima
da média em boa parte da Região Sul e Sudeste, interior do Nordeste e parte da
Região Norte.
Por outro lado algumas áreas
receberam menos chuva que o normal como a divisa entre São Paulo, Paraná e Mato
Grosso do Sul. Também choveu menos que o normal em toda a costa do Nordeste e
em parte do Norte. Em Maceió (AL),
choveu apenas 30 milímetros correspondendo a 10% do total mensal.
Como será o
mês de junho?
Para falar de junho, é preciso falar
do oceano Pacífico. Estamos sob um fraco fenômeno El Niño que vem mantendo a
chuva acima da média.
Simulações apontam que a chuva forte
deve ficar mais ao sul, entre o Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. Isto
quer dizer que boa parte do Brasil terá um mês de junho com tempo seco mais
persistente, baixa umidade relativa do ar e temperatura acima da média, apesar
da grande amplitude térmica.
No fim das contas, a chuva acima da
média é prevista para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, sul e leste do
Paraná e boa parte da costa desde São Paulo até a Bahia.
Em números absolutos, o acumulado
pode passar dos 200 milímetros entre o Rio Grande do Sul e o sul de Santa
Catarina, área que costuma registrar metade disso nesta época do ano.
No norte e oeste do Paraná, interior
de São Paulo, em Minas Gerais, em todo o Centro-Oeste e em boa parte do
Nordeste, a chuva oscilará entre a média e abaixo da média.
No Norte, há maior irregularidade com
chuva acima da média no Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e norte do Amapá e
entre a média e abaixo da média no Pará e Tocantins.
Temperatura
acima da média
A temperatura permanecerá acima da
média na maior parte do Brasil com maiores desvios ao longo da costa do Sul,
Sudeste e Nordeste pela água do Atlântico mais quente que o normal.
As ondas de frio não aparecerão com
muita frequência, com exceção da primeira semana onde ainda estaremos com
potencial para declínio acentuado de temperatura. O decorrer do mês não deve
ser dos mais frios.
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