Deficiência de vitamina D: estamos vivendo uma epidemia?
A deficiência de vitamina D já é uma
preocupação mundial. Entenda mais sobre essa "epidemia".
A
Universidade de Turim publicou recentemente um estudo que sugere que a vitamina D pode ser uma grande aliada
na prevenção da Covid-19, doença causada pelo novo
coronavírus.
Especialistas
em geriatria e histologia (o estudo dos tecidos) responsáveis pelo documento,
disseram que foi identificada uma deficiência do nutriente entre os pacientes
da Itália com diagnóstico positivo para a doença.
Atualmente
é cada vez maior o número de pessoas com carência de vitamina D,
especialmente os idosos. São vários os fatores que contribuem para essa
“epidemia” de deficiência da vitamina: vivemos menos ao ar livre, e portanto
tomamos menos sol; alguns medicamentos interferem na produção da
vitamina como alguns esteroides, que baixam o colesterol e bloqueiam os
canais de cálcio.
No
entanto, a “epidemia” pode ser mais grave do que os cientistas
imaginavam. A deficiência desta vitamina é uma questão mundial. O
estudo populacional NHANES – National Health and Nutrition Examination
Survey mostra que 90% da população constituída por
negros, hispânicos e asiáticos sofrem de insuficiência de vitamina D, assim
como cerca de 60% da população branca.
No Brasil,
um estudo realizado em 150 cidades com pessoas acima dos 40 anos provou que há
um grande desequilíbrio nutricional na população brasileira. O
estudo revelou que o brasileiro tem uma elevada ingestão de fósforo acompanhada
de deficiente ingestão de cálcio e vitamina D.
Há ainda
um outro estudo realizado no estado de São Paulo que identificou deficiência em
60% da população jovem saudável.
O Brasil é um país privilegiado em relação à incidência solar
Por que a população brasileira
apresenta deficiência de vitamina D e o que isso representa?
A resposta
é bem simples: dieta desequilibrada.
Embora a
síntese da vitamina D ocorra por meio da exposição solar, uma dieta
equilibrada representa cerca de 20% da produção do
nutriente. Portanto, se sua dieta não incluir a vitamina para ajudar
na absorção do cálcio e do fósforo, o
risco de fraqueza óssea e muscular aumenta.
Além
disso, a ciência demonstrou que essa vitamina tem efeitos significativos sobre
o sistema imunológico que se estendem a
quase todas as células do corpo. Há indícios que associam a esclerose múltipla (EM) à falta de
luz solar e certos tipos de câncer são mais comuns em pessoas com baixos níveis
de vitamina D.
Os benefícios da vitamina D são diversos para o nosso organismo. Confira algumas dicas de como
garantir a sua dose e evitar problemas:
1. Tome sol.
O tempo de
exposição ao sol varia, dependendo do tipo de pele, local, horário/época do ano
etc. Algumas instituições de saúde revelaram que passar alguns poucos minutos
ao sol sem filtro solar pode lhe fornecer vitamina D suficiente sem o risco de
queimaduras.
Antes de
tomar sol não esqueça de conferir nossas dicas de como evitar facilmente as
queimaduras.
2. Coma peixes oleosos.
Principalmente
nos meses de inverno. Os melhores são salmão, sardinha, arenque, truta, atum e
cavala.
3. Consuma ovos.
O ovo, tão
utilizado na nossa dieta, também é uma fonte de vitamina D. Para ser mais
preciso, é na gema do que o nutriente é encontrado. Por isso, pode ser bom
investir em um consumo saudável e moderado nesse alimento.
4. Experimente alimentos fortificados.
Algumas
margarinas e cereais vêm com adição de vitamina D.
5. Suplemente.
Tomar suplementos de vitamina D baixa os níveis de
proteína C-reativa (ligada à inflamação no corpo), detém o desenvolvimento de
EM, desativa células cancerosas em proliferação, evita infecções respiratórias,
e por aí vai. Consulte seu médico para que ele lhe receite a dosagem mais
adequada.
Por: Elen Ribera.
Conteúdo Revista SELEÇÕES.
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