Saiba como manter a mente saudável com o passar dos anos.
É possível promover a atividade cerebral e fortalecer a memória
com uma variedade de ocupações e afazeres diários.
Veja como!
O declínio mental relacionado à idade não é inevitável. Com
estimulação e exercícios apropriados, o cérebro pode permanecer saudável até a
velhice. Algumas funções mentais, na verdade, melhoram com a idade, em
particular as que se beneficiam da experiência e do aprendizado.
Portanto, é possível
afirmar que é possível manter a mente saudável.
O cérebro é como qualquer máquina – precisa ser regularmente
usado para manter suas funções. O cérebro adulto contém cerca de 100 bilhões de células nervosas (chamadas
neurônios), e a cada 10 anos, após os 40 anos, por volta de 10% delas morrem.
Conforme envelhecemos, as conexões entre os neurônios se
contraem, ampliando o espaço entre eles e retardando as respostas, a
coordenação, os reflexos e as reações. No entanto, é possível ajudar o cérebro.
Os neurônios reagem ao
estímulo mental criando novas conexões.
Esgotamento do cérebro: mito?
Não é necessário entrar em pânico toda vez que você esquece um
nome ou coloca as chaves no lugar errado. Alguns processos mentais desaceleram
um pouco no curso do envelhecimento normal.
Mas alterações na memória são, em geral, moderadas e raramente
comprometem nossa capacidade de viver bem.
Além disso, o estilo de vida e a sua atitude podem ter papel
importante na preservação da memória.
Esqueça
estes mitos sobre a memória
Mito 1: A memória piora.
Não necessariamente. O que são consideradas mudanças cognitivas
relacionadas à idade podem ser menos pronunciadas e em menor quantidade do que
se imaginava.
Os achados das pesquisas revelam que adultos mais velhos podem
ter um desempenho igual aos mais jovens na maioria das tarefas mentais.
Mito 2: As células cerebrais morrem
Cientistas acreditam que a massa encefálica encolha cerca de 10% ao longo da vida, mas isso não
necessariamente leva à diminuição do poder do cérebro.
Parece que a complexidade e a força do circuito cerebral são
mais significativas do que o tamanho do cérebro.
Mito 3: Quando perder já era!
Acreditou-se por muito tempo que a perda das células cerebrais
ou o dano a elas era permanente, mas os estudos agora refutam a ideia de que
nascemos com o número total de neurônios.
Há evidências convincentes com relação à neurogênese, o
nascimento dos neurônios, no cérebro adulto.
Aprender faz a diferença
Quanto mais aprendemos coisas novas, maior é a probabilidade de
manter o funcionamento cognitivo elevado.
O envelhecimento não diminui a capacidade de realizar novas
conexões mentais, absorver informações e adquirir habilidades.
Condicionamento físico
Se quiser manter a mente afiada, é preciso estar fisicamente
ativo e manter o bom funcionamento dos pulmões.
Os exercícios oxigenam o cérebro e podem aumentar os níveis da
substância química chamada fator de crescimento neural, que promove o
crescimento de células cerebrais.
Um cérebro estimulado
O segredo é manter uma atitude do tipo “eu consigo fazer isso” e
preencher os dias com atividades que demandam iniciativa, flexibilidade e
capacidade de resolver problemas.
É possível treinar o cérebro
Exercícios
para a memória realmente funcionam.
Em um estudo, pessoas mais velhas que no início tinham
dificuldade de lembrar cinco palavras aleatórias de uma lista longa finalmente
conseguiram recordar 15 após treinar a memória.
Tente algo novo!
A interação constante com informações desconhecidas força o
cérebro a se exercitar, pois ele precisa avaliar, questionar e responder às
informações retransmitidas, além de assimilá-las.
Empregar as informações no trabalho ou em outras atividades
tende a levar ao funcionamento saudável do cérebro.
Para manter a mente em forma, experimente algo novo sempre que
puder. Toda vez que aprendemos algo novo, o cérebro muda, o que facilita outras
partes da vida, porque os benefícios vão além de sermos bons em algo.
Aprender uma nova habilidade acarreta todos os tipos de
benefícios inesperados, incluindo uma memória de longo prazo melhor.
Imagem:
Ridofranz/iStock.
Por: Thaís Garcez.
Conteúdo Revista SELEÇÕES.
LINK:


Nenhum comentário:
Postar um comentário