Descubra como o fracasso pode impulsionar o seu cérebro.
O fracasso é incômodo. Porém,
também é um instrumento de crescimento.
Novas pesquisas vêm descobrindo como
o fracasso atua em nosso cérebro e como podemos nos desenvolver com ele.
Uma nova
ideia é como uma aranha. Se for laboriosa, cria-se a partir dela uma teia
intrincada de conhecimento.
Exames
cerebrais feitos durante o aprendizado mostram os neurônios ativos, crescendo e
formando novas ligações.
Isto por
si só já é fascinante, e mais fascinante ainda é que o fracasso pode provocar a
mesma reação. É verdade: o fracasso pode melhorar o cérebro!
A
psicóloga Carol Dweck acompanhou e comparou as ondas cerebrais de pessoas
com postura rígida e com atitude de crescimento.
Fracasso
como oportunidade de crescimento
Ela
percebeu que, quando falham numa tarefa, os que têm postura de crescimento
entram em um estado mental mais concentrado ao tentar entender o erro.
nas
tentativas posteriores, essas pessoas melhoram. Na verdade, elas aprenderam, e
o cérebro “cresceu”.
Entretanto,
os que têm uma postura rígida nunca entram nesse estado concentrado de
aprendizado e apresentam pouco ou nenhum avanço.
Antoine
Bechara, professor de Psicologia e Neurociência da Universidade do sul da
Califórnia, levou mais adiante o trabalho de Dweck.
Recentemente,
isolou dois centros do mesmo tamanho no córtex pré-frontal, um que ele afirma
ser responsável pelo medo do fracasso, outro pela sedução do sucesso. E diz que
é entre os dois que ocorre o debate entre risco e recompensa.
De forma
parecida com o anjo e o diabo metafóricos sobre os nossos ombros, essas áreas
interagem durante o processo decisivo.
Embora
sejam necessárias mais pesquisas, os centros podem ser os locais físicos das
duas atitudes de Dweck.
“Sempre
soubemos que podemos aprender com os erros, mas agora estamos descobrindo como
e onde isso acontece”, explica Bechara.
“Tudo se
resume à sobrevivência. No cérebro com funcionamento normal, o fracasso é visto
como oportunidade de aprender e fortalecer a espécie.”
por Joe
Kita.
Imagem: AndreaObzerova/Istock.
Por: Julia Monsores.
Conteúdo Revista SELEÇÕES.
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