Pé diabético –
Como evitar que aconteça.
O pé diabético demanda cuidados extras além da necessidade de
manter a glicose no sangue sob controle.
O descontrole da glicose no sangue compromete a circulação,
causa complicações, e, como consequência, pode levar o paciente a ser acometido
pelo pé diabético.
Para uma pessoa ser diagnosticada com diabetes, é preciso passar
pelos exames de hemoglobina glicada, que determina o consumo médio de açúcar
dos últimos 90 dias, e de glicemia, que detecta a doença mesmo sem sintomas.
E para analisar os pés do paciente diabético são usados testes
que avaliam sua sensibilidade.
O teste de monofilamento 10 g, usa uma haste fina
e flexível que é apoiada sobre os pés do paciente. Na falta do instrumento, o
médico realiza o teste do toque nos dedos dos pés, quando o profissional os
toca muito levemente, com a ponta do seu dedo indicador.
O Diabetes é
uma doença que vem crescendo ao longo das décadas.
Hoje, um paciente diabético em cada quatro terá algum problema,
como perda de sensibilidade, deformidades e/ou ulcerações nos pés.
O que é o pé
diabético:
Uma série de alterações podem ocorrer nos pés de pessoas com
diabetes não controlado. Como, por exemplo, a inflamação das artérias,
quando o sangue encontra dificuldade para chegar em quantidade suficiente nas
extremidades, impedindo que haja irrigação nos membros inferiores.
Segundo o Ministério da Saúde, infecções ou problemas na
circulação dos membros inferiores estão entre as complicações mais comuns.
O surgimento de feridas que não cicatrizam e infecções nos pés
podem levar ao pé diabético, com perigo de amputação de dedos, pés e até parte
das pernas. E, de acordo com a OMS, a cada minuto 3 diabéticos são amputados.
Sintomas:
Os sintomas podem se tornar piores à noite, ao deitar. Na
maioria das vezes, a pessoa só se dá conta de que é preocupante quando o pé
está em estágio avançado de infecção, e o tratamento fica mais difícil devido
aos problemas de circulação.
São os
seguintes:
– formigamento
– perda da sensibilidade local
– dores
– queimação nos pés e nas pernas
– sensação de agulhadas
– dormência
– fraqueza nas pernas
Como prevenir
1. Examinar os
pés diariamente.
O procedimento simples como examinar diariamente os pés pode
prevenir complicações. Quem tiver dificuldades de fazê-lo, deve pedir ajuda
para verificar seus pés e detectar frieiras, cortes, calos, rachaduras, feridas
ou alterações de cor.
Os especialistas sugerem que se use um espelho para ter uma
visão completa da sola dos pés. Nas consultas, é parte do exame médico fazer
uma verificação minuciosa em pacientes diabéticos. Quaisquer eventuais
alterações devem ser imediatamente notificadas.
2. Manter os
pés sempre limpos.
Deve ser usada água morna e nunca quente, para evitar queimaduras.
Depois secar bem com toalha macia, pois a pele não deve ser esfregada. O
Ministério também indica que a pele deve ser hidratada, mas sem passar creme
entre os dedos ou ao redor das unhas.
3. Usar meias
sem costura.
O tecido deve ser algodão ou lã, evitando, assim, as meias
sintéticas, como as de nylon.
4. Cortar as
unhas depois de bem lavadas e secas.
Para cortar as unhas, usar um alicate apropriado ou uma tesoura
de ponta arredondada, para evitar ferimentos. Além disso, mantenha o corte
quadrado, com as laterais levemente arredondadas, e não retire a cutícula.
Se preferir, recomenda-se um profissional treinado, como o
podólogo, que deve ser avisado sobre o diabetes. Manicures e pedicures não são
indicadas. Não se deve cortar os calos nem usar lixas. É melhor conversar com o
médico sobre os calos que eventualmente apareçam.
5. Não andar
descalço.
Manter os pés sempre protegidos e calçados, inclusive na praia e
na piscina.
6. Usar
calçados fechados.
Os calçados devem ser macios, confortáveis, de tamanho adequado,
que amorteçam os pés e que sejam firmes. As mulheres devem dar preferência a
saltos quadrados, com no máximo 3 cm.
Devem ser evitados sapatos apertados, duros, de plástico, de
couro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os
pés desprotegidos.
Além disso, recomenda-se amaciar o calçado novo em casa, por uma
hora por dia, para somente depois usá-lo na rua.
Os danos nos nervos podem causar também mudanças na forma dos
pés e dos dedos. Pergunte ao seu médico sobre sapatos terapêuticos especiais,
em vez de insistir em usar sapatos comuns.
Tratamento
De acordo com o Ministério da Saúde, a abordagem deve ser
especializada e deve contemplar um modelo de atenção integral. Isto é, educação
em saúde, qualificação do risco, exames adequados, feridas tratadas, cirurgia
especializada e reabilitação, caso a situação fique grave, objetivando a
prevenção e a restauração funcional da extremidade afetada, e, assim, evitar a
amputação.
Imagem:
celsopupo/iStock.
Por: Elen
Ribera.
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Revista SELEÇÕES.
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